Governo de Sergipe divulga balanço das chuvas de junho em Sergipe
- Meio Ambiente
Comparação entre os acumulados registrados e a média histórica mostra diferenças no comportamento das precipitações entre os municípios
O Governo de Sergipe, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Sustentabilidade e Ações Climáticas (Semac), apresenta o balanço das chuvas registradas durante o mês de junho em Sergipe. A comparação entre os acumulados observados e a média histórica de precipitação esperada para o período mostra que o comportamento das chuvas variou entre os municípios, com registros acima e abaixo da média em diferentes regiões do estado.
Os maiores acumulados foram registrados em Aracaju, com 285 milímetros (mm), acima da média histórica de 211 mm; Areia Branca, com 260 mm para uma normal de 170 mm; Divina Pastora, com 258 mm (208 mm); Barra dos Coqueiros, com 256 mm (200 mm); Pacatuba, com 247 mm (140 mm); Capela, com 242 mm (175 mm); Maruim, com 239 mm (193 mm) e Laranjeiras, com 238 mm (182 mm). Também ficaram acima da média municípios como Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora das Dores, Aquidabã, Siriri, Tomar do Geru, Estância, Indiaroba, Propriá e Nossa Senhora do Socorro.
Em contrapartida, alguns municípios registraram precipitações inferiores à normal climatológica. Foi o caso de Canindé do São Francisco, que acumulou 35,4 mm frente aos 72 mm esperados; Poço Redondo, com 17,4 mm para uma média de 57 mm; Gararu (78 mm para 100 mm); Itabaiana (128 mm para 144 mm); Lagarto (99 mm para 126 mm); Boquim (132 mm para 152 mm); Riachuelo (125,4 mm para 185 mm); São Cristóvão (163,3 mm para 235 mm); Itaporanga d'Ajuda (191 mm para 222 mm) e Pirambu (147 mm para 172 mm).
De acordo com a meteorologista da Semac, Wanda Tathyana de Castro, a comparação entre os acumulados registrados e a normal climatológica é um importante instrumento para compreender o comportamento das chuvas no estado. "A normal climatológica é uma importante referência para avaliarmos o comportamento das chuvas ao longo do mês. Em junho, observamos que alguns municípios ultrapassaram a média histórica, enquanto outros permaneceram abaixo desse patamar, evidenciando a variabilidade das precipitações entre as regiões do estado. Esse monitoramento contínuo permite identificar tendências, acompanhar as condições meteorológicas e fornecer informações técnicas que apoiam a tomada de decisões", destaca.
O comportamento das chuvas registrado em junho está relacionado à própria dinâmica da atmosfera, conforme explica a meteorologista da Semac. "Nesta época do ano, é comum que as regiões mais próximas ao litoral da costa leste do Nordeste concentrem maiores volumes de precipitação. Isso ocorre devido à atuação dos ventos e ao deslocamento das nuvens de chuva, que influenciam diretamente a distribuição espacial das precipitações. Por isso, é natural que alguns municípios registrem acumulados acima da média climatológica, enquanto outros apresentem volumes inferiores, caracterizando a variabilidade climática típica do período", explica.
O acompanhamento mensal das precipitações realizado pela Gerência de Meteorologia e Mudanças Climáticas da Semac subsidia ações voltadas à gestão dos recursos hídricos, ao planejamento agrícola, ao monitoramento de eventos meteorológicos e ao apoio às ações da Defesa Civil. Além disso, contribui para a construção do histórico climático de Sergipe, fornecendo informações técnicas que auxiliam o poder público e a população no enfrentamento dos desafios relacionados às condições do tempo.
Foto: Igor Matias
